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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lançamento do meu segundo livro - "Apartamentos Vazios" - crimes de amor e cimento.

O dramaturgo e colunista do Campinas.com.br, Cesar Póvero, fez o lançamento de seu primeiro romance de suspense e segundo livro publicado, “Apartamentos vazios: Crimes de Amor e Cimento”, na próxima terça-feira (16), na livraria Cultura do shopping Iguatemi Campinas, das 19h às 21h. O evento é aberto ao público.




A obra publicada pela Giostri Editora é ambientada em uma São Paulo caótica, cinzenta e sombria, onde vive a escritora frustrada Eloá Lemos. No alto de um edifício, ela trabalha como corretora na “Ascensão Imóveis & Construção”, uma mulher apaixonada por “apartamentos vazios”.Em crise pelas escolhas erradas de sua vida, decide abrir espaço no lugar onde mora, rompendo, assim, uma parede. Após este fato, sua vida medíocre passa a se parecer mais com a das personagens dos best-sellers, movimentando sua vida em 180 graus, e passa desta forma por um processo de 'ascensão'.Enquanto isso, ela assiste a uma série de mortes à sua volta numa trama mirabolante, a qual a faz pensar ser uma grande loucura de sua cabeça, tudo isso enquanto quer publicar seu primeiro livro. Assim, investiga assassinatos, numa visão poética de uma mulher solitária na megalópole. O final da história é surpreendente.


Sobre o autor
O autor Cesar Póvero, de 44 anos, nasceu e vive em Campinas, é pós-graduando em Cinema e Linguagem Audiovisual e graduado em Rádio, TV e Multimídia. Em 1998, seu primeiro roteiro, “O Pesadelo”, foi o vencedor no festival “Etc & Tal de Causas Sociais” pela NET TV. De sua autoria foram escritas 27 peças teatrais, sendo três adaptações. Atualmente estão em cartaz “Anonimato e morte de Doralinda, linda por demais, linda de frente, linda de trás” e o infantil “Com que Chapéu Eu Vou?”, além do teatro de rua “Breu”.

Autor de vários poemas, contos e crônicas que são postadas no blog “Poeteria Crônica”, e crônicas de ficção e cultura no blog “Liquidificultura” no site Campinas.com.br. Possui textos publicados em “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos vol.54”, “Crônicas da Minha Rua” e “Contos de Outono” pela editora CBJE. Autor do livro “Casa Nua” e roteirista do programa pra web “E-Sarau”, episódio “Casa Bancária”, e o curta-metragem “Um Erro Chamado Noêmia” e “Os Medos de Matilde”. Ministra oficinas de teatro desenvolvendo a dramaturgia dos alunos pelo POIESIS e pelo Centro Cultural Casa de Joana em Hortolândia. (Também trabalha como ator e diretor e atua em áreas como figurinos e cenários).  

Serviço:

Lançamento do livro “Apartamentos vazios: Crimes de Amor e Cimento”, do autor Cesar Póvero
Local: Livraria Cultura, shopping Iguatemi. Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina – Campinas
Data: 16 de dezembro
Horário: das 19h às 21h
Entrada:
Informações: (19) 3751-4033 


domingo, 16 de outubro de 2011

Meu livro "Casa Nua na Casa de Joana" (2.011)


A mesa pronta para a noite 
de venda e autógrafos do livro 
que foi lançado em 14/12/2010 na Livraria Cultura Iguatemi Campinas, 
iniciou por volta das 20 horas.


 minha amiga, a atriz Dora Mazzer 
interpretou  com maestria,
em leitura dramática, o texto Casa/Leitor.
em Hortolândia no sarau da Casa de Joana.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Minha Entrevista para a TV Beira Rio"(2.011)


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Estive no dia 27 de janeiro gravando uma entrevista de divulgação do meu livro "Casa Nua", no programa Sala de Star na TV Beira Rio em Piracicaba. A entrevista foi exibida em dois horário no dia 1 de fevereiro. Nas fotos abaixo, estou com a apresentadora Vera.

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Três livros presentearam os espectadores que enviaram frases sobre casas, para que as três mais interessantes fossem contempladas. Agradeço a equipe do programa pela oportunidade e pela receptividade.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Meu livro"Casa Nua" no Correio Popular (2.011)



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No dia 4 de janeiro de 2.011, na coluna Vitrine de cultura e variedades do jornal Correio Popular de Campinas, houve mais uma divulgação do meu primeiro  livro "Casa Nua" entre outros produtos de cultura e entretenimento.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Leitura dos meus contos com Andrea Wanger e Cecília Escanhoela"(2.010)


Fotos: Luiz Andreguetto

Na noite de 14 de dezembro na Livraria Cultura - Iguatemi - As atrizes Andrea Wanger e Cecília Escanhoela leram durante o coquetel, dois contos: Casa (Rapunzel) e Casa (Leitor) paar deleite do público, ambos do meu livro "Casa Nua". Estes dois textos, além de outro foram adaptados para teatro por mim e estão em processo de ensaios. Fiquem atentos para o espetáculo "Mulher Livro" estrelado por elas e com direção de Oswaldo Righetti.

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Cecília Escanhoela e Andrea Wanger

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Elas literalmernte "vestiram a camisa".

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fotos - Coquetel de lançamento do meu livro "Casa Nua"(2.010)


Fotos: Luiz Andreguetto

Segue abaixo, algumas das fotos da noite de lançamento de meu primeiro livro "Casa Nua". Aconteceu na Livraria Cultura, no dia 14 de dezembro às 19 horas. Leitura de contos do livro, com Cecilia Escanhoela e Andrea Wanger na postagem acima.

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Com a amiga Sandra Rigatto

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Com Filipe e Fernanda Godoi. 

 
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Minhas primas, Sandra Navarro,  Débora Aranha e Dulce Di  Martino.

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Eu e minha tia, Marlenne Navarro

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 Joaquim Andrade, Dora Mazzer e Clarete Paranhos.

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Joaquim Andrade, Marcia Begue, eu,  Lênio Mendes e Fernanda Bronzeado.

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Edi Alexandre, eu, Flavio Belato e Dani Magalhães.

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Eu entre Débora Aranha e Dora Mazzer
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Estou entre os amigos Bruno Ribeiro e Bruno Turcato.

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Atrás de mim estão: Larissa pedretti, Gabriella Puzzilli,
Gisele Vechin e Mirelle Miranda

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Estou entre os amigos Carlos Rosa e Oswaldo Righetti.
 

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Lançamento do meu livro na Livraria Cultura no Iguatemi"





Se você quiser adquirir um exemplar, acesse o link abaixo:


Aconteceu na noite do dia 13 de dezembro de 2.010, a partir das 19 horas o tão esperado ,  pelo menos de minha parte, coquetel de lançameto de meu primeiro livro "Casa Nua", de contos, crônicas e poemas com a temática "casa". Estiveram parentes, amigos de diversos segmantos pretigiando a noite de autógrafos. Participaram as atrizes Andrea Wanger e Cecícila Scanhoela, acda uma leu um conto para instigar o público. Por ali passram mais de cinquenta convidados na noite e mais da metade dos livros expostos foram vendidos. Agradeço a todos pela presença que já foi um grande presente de natal. O evento aconteceu com todo apoio, gentileza e estrutura da Livraria Cultura e da responsável pelos eventos, Flavia Guimarães.

As fotos do evento são de Luiz Andreguetto.

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Prefácio de "Casa Nua"

“A cosmogonia compartilhada”

Hoje em dia tudo pode ser poesia – e deve, pois a poesia sempre será a arte que abarca tudo por excelência. Escrever poesia, no entanto, pode ser diferente, porque não implica apenas sentir a poesia de tudo, ou ser poeta no sentido de viver a poesia (como muitos o fazem, sem escrever). O ato da escrita pressupõe uma atitude, não só um ofício, mas uma ação e posição que – aí sim – lida com percepção e sentimento individuais para conseguir ser expressão compartilhada. Falo então de escrever poesia em qualquer formato: verso, prosa, prosa-poética, etc.
         Em “Casa Nua” é possível encontrar a ação do escritor Cesar Póvero (que também é dramaturgo e ator) através de duas linhas de força poéticas básicas. Primeiro, a escolha do tema, “casa”, que se encaixa perfeitamente no caráter simbólico de seu texto – uma vez que a poesia, aqui, resignifica esta “construção” grande, forte e singular por natureza, mas que guarda uma solidão enorme se não habitada. Como a vida, a escrita aqui se faz desta experiência entre o ser que preenche o mundo e o espaço que constrói este ser – ambos se representando.
Neste tipo de espelho mais belo, Cesar Póvero sabe dispor a temática de forma especial, ou seja, extremamente humana, universal e simples: “nua”. A segunda chave de sua leitura, o apelo ao ser e ao seu corpo singular, é a porta única, estranha e linda que a nudez da casa revela e pela qual é possível entrar, como se a totalidade do ser se desse, novamente, pelo que ele é primeiro, e pelo que sempre será...
Ao longo de seu livro, Cesar escreveu a poesia em imagens particulares que, devido ao seu tato artístico, expressa e comunica a literatura necessária sempre em qualquer época e a todos – posto que abre possíveis terras (casa) a serem habitadas plenamente (nua) pelo ser vivo e eterno.
Marcelo Beso
(escritor e mestrando em Letras pela Unicamp)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Casa Nua" - Divulgação (2.010)


Faz algumas semanas que estou na divulgação da noite de lançamento de meu primeiro livro. Então, o blog "entra em repouso" para dar destaque a um momento importante na vida de um escritor. Assim minha literatura, além textos na internet, imprensa escrita, vídeo e dramaturgia em palcos, torna-se livro, já havia saído três textos publicados em três coletâneas. Segue abaixo o flyer de divulgação.







“Um casal adentrava a casa nua. Teto, paredes, chão, portas e janelas em nudez total de abandono. Apenas uma leve camada de poeira com certa fragrância de mofo no ar que era a transparência do véu que tentava velar aquela nudez tão tímida. O casal não queria comprar ou muito menos alugar uma casa, eles somente precisavam acasalar. A casa lar, não!...”





quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Os Melhores Contos" (2.009)


Panorama Literário Brasileiro 2009/2010
Grave bem estes nomes! Logo eles estarão brilhando
nas estantes das maiores livrarias do país!
 
Autores selecionados
Allan Pitz
Rio de Janeiro / RJ
O silêncio dos meninos


Andra Valladares
Vila Velha / ES
A última ceia


Andrea Pio de Abreu
São Paulo / SP
Carta póstuma a Darwin


Ana Bernadete Marques de Oliveira
Tatuí / SP
Apenas uma macarronada e um copo de vinho


Andressa Le Savoldi
Rio de Janeiro / RJ
Nosso castelo encantado


Antonio Lycério Pompeo de Barros
Brasília / DF
Elisa


Carlos Eduardo Von Doellinger Manhães
Niterói / RJ
O broche


Carmen Gloria Fernandes Cabral
Rio de Janeiro / RJ
Um verdadeiro Dia das Mães


Cláudio de Almeida
São Paulo / SP
Uma vaca a menos no pasto


Clayton de Argolo
São Paulo / SP
O tom do fim


Elizabeth Maria Chemin Bodanese
Pato Branco / PR
Anjos da guerra


Eritânia Castro Machado de Sousa Brunoro
Rio Branco / AC
Encontro marcado


Fabi Mariano
Rio de Janeiro / RJ
Sinal vermelho


Fabiana Coelho Guaranho
Rio de Janeiro / RJ
Curumim, uma história de amor


Francisco Maciel de Oliveira Borges Neto
Santos / SP
Cada folha do teu corpo


Gaspar Bissolotti Neto
São Paulo / SP
Um estranho local


Helena Hoppen Melchionna
Porto Alegre / RS
Três meninos


Hélio Sena
Massapê / CE
O mistério da porta


Isabel Cristina Silva Vargas
Pelotas / RS
Lágrimas


Israel Fernandes Dias Teles
Goiânia / GO
Dois sanduíches e uma Coca-Cola 600ml


Jader Nones
Rio de Janeiro / RJ
Alma patológica


João Carlos Tórtora
Petrópolis / RJ
A morte do Doutor Bernard Ornellas


João Freitas Filho
Teresina / PI
Conto de fadas


José Faria Nunes
Cassu / GO
Alkacuz


Juan Filipe Stacul
Colatina / ES
Tarde de cores


Julio Cesar Novaes Ferreira
Pindamonhangaba / SP
Desilusão 


Laly Cataguases
Belo Horizonte / MG
O par ímpar


Lino França Jr
São Caetano do Sul / SP
Encalço noturno


Luigi Ricciardi
Maringá / PR
Brigadeiro


Luis Cesar Póvero
Campinas / SP
A volta da mulher-livro


Marcelo Allgayer Canto
Cachoeirinha / RS
O que é a vida?


Márcia Vidal
Fortaleza / CE
Coruja, lobo e gato: memórias


Marco Antonio Hruschka Teles
Maringá / PR
Volúpia volúvel


Mario Rebelo de Rezende
Rio de Janeiro / RJ
Amor sem fim


Nathalia da Cruz Wigg
Rio de Janeiro / RJ
Manto sagrado


Paulo Cesar de Almeida
Andrelândia / MG
João sem o pé de feijão


Pedro Marcílio Albuquerque de Castro
Solonópole / CE
Triste despedida


Poliane Andrade de Oliveira
Muriaé / MG
Em meio à neblina


Rafael da Fonseca Ugulino
Rio de Janeiro / RJ
Homem não chora


Renato Dutra Gomes
Taubaté / SP
Tempestades


Ricardo Gnecco Falco
Rio de Janeiro / RJ
A frase


Rita Perez Germano
Rio Grande / RS
O presente


Rodrigo Sena Magalhães
Ipatinga / MG
Teatro de marionetes


Ronaldo Luiz de Souza
Santos Dumont / MG
O frio que nos cerca


Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis / RJ
Sogra é sogra


Sandra Mara Fattore
Fortaleza / CE
O último mundo encantado


Sidney Paternoster Esteves
Maricá / RJ
Quanto vale esta casa?


Silvio Lima
São Paulo / SP
Resistência


Tatiana Moreira
Belo Horizonte / MG
Um verão, um amor


Teresa Cristina Cerqueira de Sousa
Piracuruca / PI
Sonhando no pé de caju


Thiago Fonseca
São Paulo / SP
Entre as sombras da pensão

Valéria Victorino Valle
Goiânia / GO
Soluços do corpo


Vicência Maria Freitas Jaguaribe
Fortaleza / CE
Por um trabalho de Penélope


Vinícius Lima dos Reis
Feira de Santana / BA
Olímpico


Wilson Gorj
Aparecida / SP
Dois corpos e um viaduto


http://www.camarabrasileira.com/panorama2009conto.htm

domingo, 27 de dezembro de 2009

"Minha Rua, Minha Gente" (2.009)


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Crônica selecionada para publicação, pela editora Câmara Braseleira de Jovens Escritores.

     "Fast Food"

     Eu sou um homem, ou sou um hambúrguer?
     "Fast Life" - Eu preciso comer! Sim, precisamos comer! Precisamos nos preencher.
Preencher nossos ouvidos com música. Estampar nossos olhos com coisas belas. Cobrir nossos corpos com roupas de alguma moda. Usar alguns acessórios de alguma tribo. Encher nossos corpos de sexo e prazer, mesmo que ruim. Encher nossos pulmões de ar puro e ar poluído, muito alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Preencher as palmas das mãos, com objetos desejáveis das mais diversas espécies e texturas. Preencher nossas mentes com alguma ocupação. Preencher nossos espíritos com qualquer tipo de filosofia ou religião. Preencher nossos estômagos com comida. Algum tipo de comida. Algum tipo de diversão. Algum tipo de arte.
     "Fast Question" - Para resolver esse imenso conjunto vazio... Algo que nos toma e nos invade. Uma lacuna universal. O buraco negro do universo. Talvez menor, o buraco da camada de ozônio. Como, se não temos tempo para isso?
     "Fast Work" - Para resolver esse imenso espaço impreenchível... Preciso trabalhar. Preciso preencher minha carteira, meus bolsos, minha conta bancária. Trocar de celular. Trocar de carro. Mudar para um lugar maior. Poder preencher todos os espaços vazios. É preciso preencher a solidão. É preciso se preencher de alguém. De "alguéns"...
     O tempo passa. No trabalho os ponteiros do relógio parecem rastejar. No fim de semana, nenhum segundo pode ser desperdiçado. "Fast Food"! Tic Tac! "Fast" Tic! "Fast" Tac! "Fast Fast"!
     "Fast Money" - Para se ter tudo isso, não há tempo! Pois se tem que trabalhar para viver e pagar tudo isso. Estudar mais, para subir mais e mais, para poder ganhar mais. No minúsculo tempo que resta, preciso preencher todos os outros espaços. Tenho que fugir do trânsito. Driblar a violência. Escapar do stress, do triglicérides, da depressão, da hipertensão, da tensão, da falta de atenção, das neuroses.
Para resolver esse imenso problema insolúvel... Preciso de distrações rápidas, que me façam esquecer todos os problemas. Um verdadeiro "Parque das Diversões Instantâneas". Preciso de soluções?
     "Fast Solution" - Então corro rapidamente em busca de - filmes rápidos e cheios de ação e efeitos especiais, nada que me faça pensar, nada que eu precise entender. Livros, somente os curtos, rápidos. Roupas, acessórios, não há tempo para provar. A entrega tem que ser rápida. Então compro pela internet tudo o que preciso. Comida só delivery, assim não saio, assim driblo o trânsito e a violência. Músicas, só as agitadas, para que eu não relaxe, não reflita. Caso eu não relaxe nunca mais, procuro um médico rápido, com remédios rápidos e rapidamente estarei bom.
     "A Insustentável Leveza do Ser" - Mas ainda estou vazio! Preciso comer! Comer algo. Comer alguém. Um hambúrguer. Um homem. Tanto faz. Que tal - Dois homens, alface, beijo e molho especial, cebola e pic... Ops! Picles num pão com lençóis de cetim ou um colchão com gergelim.Tanto faz. É "O Homem Que Come". "O Abaporu". O movimento antropofágico e incessante que existe - como uma máquina de lavar - dentro de nós. Como profetizou Tarsila do Amaral.
     "Fast Food" - Para resolver esse imenso Mac Desejo insaciável. Corro para um Mac Local. Como Mac Lanhes. Mac Refrigerantes. Mac Fritas. Mac Sobremesas. Corro para um Mac Cinema, de uma Mac Rede. Encho-me de mais Mac Refrigerante e Mac Pipoca, com muita Mac Manteiga. Vejo - não sei se assisto a um - Mac Filme, com um Mac Elenco, de um Mac Diretor - claro que com Mac Efeitos de um Mac Famoso Estúdio.
     Após uma Mac Manhã e uma Mac Tarde... Como Mac Novidades num Mac Novo Local. Após um Mac Make-Up, vou para uma Mac Casa Noturna. Peço um número 1, um número 2, um número 3. Mac Beijos, sem saber o Mac Nome. Após dançar Mac Músicas, de uma Mac Cantora que lançou um Mac CD.
"Fast Fuck" - "Fast Love" - Tudo acaba em uma Mac Cama. Mac Beijos. Mac Amassos. Mac Foda.
Nada de Mac Sentimento. Ninguém troca números de Mac Telefones. Ninguém marca um possível Mac Encontro...
     No Mac Dia seguinte - um Mac Bode. Tudo o que se precisava para começar uma Mac Semana e enfrentar o Mac Trabalho. Tudo começa novamente. Cada Mac Macaco, no seu Mac Galho. Mac Caralho!
     "Fast Time" - Só o que é verdadeiro não perece. O natural ainda existe. O verdadeiro. O sensível. O nostálgico. O poético. O lento. Produtos orgânicos. Comida natural. Medicina alternativa. Tai Chi Chuan. Yoga. New Age. Discos antigos. Filmes Clássicos. Livros que marcaram esquecidos na estante ou encontrados num sebo. Flores no vaso, ou no jardim. Almoços de família. Ler poesia. Tomar chuva. Namorar e comemorar os aniversários de namoro. Abrir a janela. Abrir a porta.Abrir a mente. Abrir o coração. Viver de peito aberto.Viver.
     "Fast Paradise" - Por uma vida menos ordinária. Tirar o pé do acelerador. Amar o máximo possível, o maior número de coisas e de seres, que realmente merecem, independente que um dia possam vir a te retribuir.
     "Fast End" - Não ficar apenas esperando que - Num Mac Dia Ensolarado, chegue a Mac Morte. E que ela seja... "Fast Death" - "Fast Soft".

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sábado, 26 de dezembro de 2009

"Contos de Outono" (2.009)


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Este meu conto foi selecionado para publicação, pela editora Câmara Braseleira de Jovens Escritores. 

"A Volta da Mulher Livro"

     Com a mão aberta e espalmada acariciava mais uma vez aquele dorso, aquele tronco, aquela pele anunciada em letras douradas. Esperta e com capas abertas como um pára-quedas para amortecer a própria. Mas a mão do leitor de nada quis saber e enfiou-a, arquivando-a como que para sempre na estante.
- Que petulância, que despautério! - pensava a mulher livro.
     Depois que o tal leitor havia gozado, graças ao seu corpo e conteúdo, numa relação de alguns dias, já que o leitor era um tanto lento, e considerando que seu conteúdo era um tanto farto, resultando assim em uma semana de romance interno e externo.
     Sendo assim satisfeito, lhe dava as costas como algo vencido e superado em sua medíocre vida de leitor faminto, mais um, mais uma, e partia para a outra prateleira a usufruir mais um corpo para se deleitar de outra ostra literária.
- Não se abram, não se deixem levar, não se entreguem! - exclama a mulher livro ao ver-se sendo descaradamente, trocada por outra, ou por outro. - Quanta promiscuidade!
     Assim em meio à multidão da estante, mesmo assim sentia-se só, e pensava com suas páginas. Ele me acariciava página a página com suas mãos de pianista, tocando-me como um instrumento raro, conheceu-me totalmente por dentro, primeiro desfrutou de minha contracapa, degustou de minha introdução, delicio-se com minhas linhas e entrelinhas, devorou-me em capítulos, fartando-se com brilho nos olhos a cada revelação, depois chegou comigo ao prazer final, salivando com tal ambrosia literária. Com olhar malicioso e saciado com o manjar dos deuses, segurou-me fechada, assim descansei um bocado de tempo quase adormecendo em repouso sobre seu sexo intumescido.
     Doce ilusão momentânea, não me abriu mais, não me tocou, apenas arquivou-me como tantas outras, como tantos outros.
     Sendo assim seria tudo ou nada, atirei-me quando ele passava, este me amparou com palma macia, não resistiu, abriu-me, vociferou uma de minhas partes mais prazerosas, não resistindo, manteve-me aberta, a devorar-me novamente assim, levou-me novamente para sua cama. Era só isso que eu queria, mais uma vez. Havia valido a pena esperar, já havia se passado cinqüenta anos, até atira-me na sua frente após decidir o arriscado suicídio com final feliz.
- A volta da mulher livro.
     Não sabia quanto duraria, mas quem sabe? Poderia tornar-se seu livro de cabeceira definitivo deitada sobre o criado-mudo e sob o despertador calado. Eterno triângulo amoroso adormecido ao lado do amado leitor envelhecido.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

"Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos" (2.009)


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Este meu poema foi selecionado para publicação, pela editora Câmara Braseleira de Jovens Escritores. 

"Caminho"

Havia um homem no meio do caminho
Disse o poeta
No meio do caminho havia um homem
Mas não se sabe
Por que se foi
Excesso de analogias
Demasiada burocracia
Fartou-se da demagogia
Ou se contra os modernistas
Se enojou da antropofagia
Só se sabe que se foi
Extasiado de tecnologia
Livre de rebeldia
Sem dizer que partia
Deixando o caminho livre
Para os homens
Tornando homens
Sem caminhos
Caminho despido de homem
Mente pelada de idéias
Destino nu
De caminho sem volta
Acho que nada disse sobre isso
O poeta
De lábios cerrados
E cerne vestido de sonhos celestes
Foi

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